07/07/16

Como eu era antes de você (O Filme)



Pra deixar bem claro, não é minha intenção criar polêmica com este post, apenas trazer uma reflexão que me atingiu assim que assisti ao tão comentado “Como eu era antes de você”. 

É inegável o sucesso, tanto do livro quanto de sua adaptação cinematográfica. Não imaginaríamos o contrário de uma super produção de uma obra de sucesso com uma narrativa que traz um homem de negócios, atleta em seu tempo livre, que se torna tetraplégico e uma garota dedicada à família, com um gosto peculiar para a moda, que procurando desesperadamente por emprego, passa a cuidar do tal homem. Na história da inocente "Lou" Clark e o carrancudo Will Traynor, presenciamos um romance que apesar de ter uma linha do tempo padrão do gênero, foge dos clichês através de sua personagem principal. 

A química de Emilia Clarke e Sam Clafin é palpável, mas ao mesmo tempo orgânica e as reviravoltas na trama são suficientes para nos trazer cada vez mais para dentro da história e nos fazer torcer pelo casal até o fim. 

Mas elogios à parte, o que venho aqui refletir sobre é o final desse enredo. Adianto que não gostei e vou explicar porque. Se você não assistiu o filme ou leu o livro e se importa com spoilers, favor terminar sua leitura por aqui, do contrário, prossiga.




Não sei como foi na sala de cinema onde você estava, mas onde eu assisti ao filme, era possível ouvir as mulheres se derreterem em lágrimas nos momentos finais. Fungadas de nariz e soluços sofridos acompanhavam a trilha sonora depressiva do que foi a decisão e a morte de Will Traynor. Em uma pegada sick lit, o sucesso de “Como eu era antes de você” deve-se muito a isso, mas vamos analisar por um momento nossa sociedade e o cérebro humano.

Segundo pesquisas, noticiar um suicídio gera mais suicídios. Bom exemplo disso é o caso do livro “Os sofrimentos do jovem Werther” escrito por Johann von Goethe, em que o protagonista Werther se suicida. O que aconteceu depois do lançamento da obra foi uma onda de suicídios na Europa, o que desencadeou na proibição do livro em diversos países.

“David Phillips, sociólogo da Universidade da Califórnia, em San Diego (...) descobriu que, durante dois meses após cada caso de suicídio que saía nas primeiras páginas dos jornais, em média 58 pessoas a mais do que o normal se suicidavam. (...) Ele observou que, quanto maior a publicidade dada ao primeiro suicídio, maior o número de casos posteriores.” (CIALDINI, Robert. As Armas da Persuasão, 2009.)

Outra observação importante da pesquisa de Phillips é que “os imitadores estariam mais inclinados a copiar os suicídios de pessoas semelhantes a eles. O princípio da aprovação social afirma que, com base nas informações sobre a forma como os outros se comportaram, definimos a conduta apropriada para nós.” (CIALDINI, Robert. As Armas da Persuasão, 2009.)


Imagine agora um tetraplégico na vida real, uma pessoa que sofre com suas limitações, porém luta todos os dias para viver uma vida normal e aproveitar o máximo do jeito que pode. Ele se depara com um trailer do que parece ser um romance incrível, com o protagonista que, assim como ele, tem limitações físicas. O quão triste e desesperador é ir assistir a um filme e se deparar com um final sem qualquer esperança de futuro? O quão decepcionante é ver uma personificação de sua situação na telona, desistindo e dizendo que não vale a pena lutar? 

A influência dos filmes é real no ser humano. É claro que entramos aqui em um assunto delicado e podemos listar milhares de filmes com mensagens perturbadoras e negativas para nossa sociedade, mas a maioria desses longas, que viram blockbuster, tem uma mensagem legal no final. Vamos pegar, por exemplo, um filme de gênero similar: “A Culpa das Estrelas” é um sick lit assumido, mas ao contrário do que vemos na história de Jojo Moyes, sua mensagem de aproveitar a vida sob qualquer circunstância é clara e no final, não temos nada além de uma reflexão sobre o que assistimos Hazel viver, não sabemos quanto tempo ela ficou viva depois disso e mesmo que ela tivesse falecido, a escolha não foi dela.

O que, basicamente, quero dizer é que, me senti decepcionada com o final do filme, pois fugindo tanto do clichê, a autora mata um personagem que poderia servir de exemplo para pessoas na mesma situação ou até em situações parecidas. O mundo precisa de mais exemplos positivos, já que todos nós vivemos tempos difíceis e diversas pessoas tem lutas que podem lhe causar limitações, limitações essas que, como mostrado em parte do filme, podem ser superadas, pois podemos nos adaptar a tudo e viver.

20/02/16

Livros que abandonei e o porque!

Sempre evitei abandonar livros, sempre forcei leituras por mais que não gostasse da obra que tinha em mãos, mas chegou um dia em que li a seguinte frase: “A vida é muito curta pra ler livros ruins!” A partir daí, quando estou com um livro que não gosto em mãos, não persisto. Eu tento, claro que tento, mas chega uma hora que não dá mais, você simplesmente sente que está perdendo tempo. A minha exceção para essa minha nova regra foi “O Inverno das Fadas” que li até o final para poder escrever uma resenha completa a vocês e mostrar minha indignação com algo tão ruim, resenha a qual postarei em breve. Mas enfim, os últimos livros que abandonei estão na lista abaixo:

Sacramento – de Clive Barker

Essa obra de capa macabra conta a história de um fotógrafo de animais que é atingido por um urso e fica em coma, relembrando sua vida desde a infância e mostrando ao leitor mistérios que poderiam ser realmente envolventes, mas só me deram nojo. Pedofilia, assassinato, sexo nojento, sacrifícios animais e coisas do tipo foram o suficiente para que eu largasse o livro antes de chegar na página 100. Parece mesmo haver algum tipo de mistério mágico com os vizinhos do fotógrafo criança, mas não me cativou e me deixou enojada por um bom tempo. Eram 523 páginas que só pelas primeiras me prometiam muita insanidade.

É! Não rolou! Acho que existe um limite pra chocar as pessoas sem afastá-las da sua arte e perder o foco.




Zahir – Paulo Coelho

Eu tava bem ansiosa para ler algo do autor. Quando comecei Zahir me empolguei com a definição da palavra que soava como amor verdadeiro e me encantei pelo mistério do desaparecimento da esposa do personagem principal, este, um escritor famoso, exatamente como Paulo Coelho. Sim, com as mesmas crenças, as mesmas histórias, os mesmos livros, ou seja, é ele! Podia mesmo ser algo parecido com uma autobiografia, mas Zahir é apenas uma oportunidade do autor se explicar sobre todas as coisas que não tem coragem de dizer em entrevistas. Sua oportunidade de falar mal dos críticos, de chutar os filmes que são adaptações de livros e pisar em cima das fofocas que o cercam. Resultado? Nada do que eu esperava, apesar dos quotes interessantes que retirei na leitura, abandonei bem na metade, quando não aguentava mais ver Paulo Coelho utilizando uma trama interessante como pretexto para se defender. Ainda assim, vou dar chance a outros livros dele.



Belo Desastre – Jamie McGuire

Diante de todas as resenhas positivas, minha ansiedade por esse livro era tanta que eu tinha certeza absoluta que não me decepcionaria, mas não foi bem isso que aconteceu. Belo Desastre classifica muito bem a leitura. Minhas impressões são de que a autora gostaria muito de ser Abby Abernathy e namorar um Travis Maddox, porém, isso refletiu muito na escrita, se tornando uma fantasia pessoal boba e mal escrita. Tudo acontece muito rápido, nas 20 primeiras páginas Travis já persegue Abby. A trama tinha tudo pra ser boa, mas o segredo da personagem principal não foi tratado da forma certa, a condução da narração é bem amadora e nada no livro me prendeu. Outro ponto que muito me incomodou foi uma hipocrisia da personagem que não aceita muito a violência de Travis, mas que adora que ele quebre a cara de todo mundo. São situações tão ridículas que cheguei a dar risada. Enfim... é um romancezinho muito além de clichê e muuuuuito mal escrito. Tentei insistir, mas só rolou até um pouco depois da metade.

Eaí? Quais livros vocês tentaram, mas não deu pra continuar?

26/10/15

Julgue-me se for capaz

Imagine que pra cada vez que você falasse mal de uma pessoa, você perdesse um dia de vida. Cada vez que você julgasse sem fundamentos, uma semana. Cada vez que você odiasse alguém, um mês. E a cada agressão, verbal ou física, um ano. Quanto tempo de vida você ainda tem?

Por causa dos outros, passei a medir minhas atitudes e lembrei a mim mesma que eu já julguei, já odiei e já fofoquei, mas decidi que agora quero viver em paz. Viver sabendo que dei a chance para as pessoas.  Quero ter a consciência de que não às medi sem antes conhecer profundamente e mesmo assim... 

Queria MESMO que meus colegas de vida lessem isso e não pensassem: “Af, indireta pra mim.” porque isso é MESMO uma indireta direta porém, pra todos vocês. Também não quero que pensem “Nossa, mas ela é isso e isso, não tem direito disso e disso.”. Apenas lembre-se que estamos aqui pra aprender e que eu já errei e sou completamente imperfeita, mas nesse assunto, em especial, estou me dedicando para mudar radicalmente a partir de HOJE (anota a data aí).

Não é legal conviver todos os dias com pessoas que te medem da cabeça aos pés, que tem uma imagem pré-conceituada e que nem te dão uma oportunidade de reverter isso. Nunca se sentaram com você e perguntaram da sua vida. Não sabem de “onde” você veio e o que te trouxe para o aqui e o agora. Não sabem seus sofrimentos. Não sabem sua linha de pensamento...

Pré conceito tá no piloto automático do ser humano, mas mudar a primeira impressão de algo ou alguém vai da vontade de cada um.

Você tem o direito de desgostar de quem quiser, mas imagina que legal não perder tempo com isso? Ou então, imagina que legal tentar entender porque seu santo não bate com fulano e pedir uma conversa pra conhecer a trajetória dele? Você ganharia um “inimigo” a menos e quem sabe um amigo a mais...

Dizem que ódio é gratuito, mas NÃO é! Lembre-se que: “Ódio é o veneno que você toma querendo que o outro morra.” Eai, quanto tempo de vida você ainda tem?

14/09/15

"Artifact" por 30 Seconds to Mars


Quando comecei a assistir esse documentário achei que seria mais um sobre uma produção de um álbum. Não que eu não goste de documentários assim, porque eu adoro, mas a surpresa do conteúdo desse filme foi explosiva. 

Assim como o meu primeiro pensamento, a ideia de Artifact era mostrar os bastidores do terceiro álbum da banda 30 Seconds to Mars, mas quando a gravadora EMI os processa querendo 30 milhões de dólares, o foco muda e somos mergulhados em verdades sobre o mundo comercial da música. Acompanhamos desde as consultas com o empresário e o advogado, até o desenvolvimento de "This is War" que ficou no comando de Flood, um produtor conceituado responsável por álbuns de Depeche Mode, Nine Inch Nails, Smashing Pumpkins, etc...

O documentário é intercalado entre o processo e a produção se desenrolando, com as frustrações do grupo, as reflexões e composições e as entrevistas com artistas como Chester Bennington do Linkin Park, Serj Tankian do System of the Down, Brandon Boyd do Incubus e Damian Kulash do Ok Go, ex funcionários da gravadora e outros profissionais da área. Essas entrevistas são divididas implicitamente, ao longo do filme, por assuntos tanto relacionados a banda quanto ao processo jurídico e ao mundo musical. Outra pessoa entrevistada é a mãe dos irmãos Leto, Constance Leto que conta sobre a presença da música na vida deles desde cedo, além das dificuldades por ter engravidado quando era muito nova.


Cheguei a ter momentos de desespero enquanto o documentário lançava cada vez mais informações bombásticas, sendo uma delas, por exemplo, que no contrato de uma gravadora você (artista) paga a produção dos cds (físicos), ou seja, a capinha de plástico, o encarte, o cd em si e então, quando você começa a lucrar, eles descontam isso do que você ganhou. Só que, agora, na era digital, eles continuam cobrando essa taxa de produção mesmo para álbuns digitais, que não tem encarte, nem capa, nem nada. Além disso os artistas também pagam uma taxa de seguro caso o cd se quebre durante o envio e, mais uma vez, também pagam essa taxa para cds digitais, que não são enviados de forma alguma, apenas são baixados. Faz algum sentido? Nenhum, certo? Mas isso está nos contratos desde a época do vinil.

A que acontece depois que eles descontam todas as coisas que o artista ganhou é que ele ainda fica devendo pra gravadora e tenta pagar com um segundo cd, mas a dívida aumenta e isso nunca tem fim, é uma bola de neve!
"Hang on, the way we’re being fucked by EMI is the way the whole world is being fucked by bureaucracy. We’re letting democracy get pushed down the fucking drain by a union of elites using nothing more than pieces of paper and coded language. Fuck that." - Jared Leto
As gravadoras têm perdido cada vez mais dinheiro com a queda de vendas de cds e o único jeito de lucrarem é monopolizando o artista. Sendo assim, qual o futuro do mercado musical? É essa a reflexão deste filme, qual o próximo passo em um mundo que consome cada vez mais música, mas não paga por ela?

"Artifact" ganhou o prêmio BlackBerry People's Choice Documentary no Toronto International Film Festival em 2012 e tem a direção assinada por um pseudônimo de Jared Leto, o Bartholomew Cubbins.

04/09/15

Resenha: Tempest

Tempest, de Julie Cross
Páginas: 368 | Editora: Jangada
Li este livro porque o Alisson me indicou na tag "Está na estante não leu? Seu amigo escolheu!" e no começo, quando li a sinopse, fiquei com o pé atrás por se tratar de um livro sobre viagem no tempo, o que costuma ser muito difícil de escrever bem, mas eu o comprei porque havia lido algumas resenhas positivas. Logo que comecei a leitura, me prendi nas milhares de possibilidades científicas do poder do personagem. 

Como o Jackson, protagonista da história, mesmo diz "Esqueça tudo o que sabe sobre viagem no tempo.", porque em Tempest, o cara não viaja, ele dá "meio saltos", ou seja, ele volta no tempo e pode interagir com tudo, porém, quando volta pro futuro, nada mudou e ninguém se lembra da presença dele na época. Mas quando homens misteriosos entram no quarto de sua namorada Holly e a matam, Jackson dá um "salto completo" voltando para o ano de 2007 e vivendo naquele ano como sua nova base principal, em vez de sua antiga em 2009. Em desespero, ele tenta de todas as maneiras voltar para salvar Holly, mas apenas consegue dar "meio saltos" novamente. É então que ele decide conhecê-la em 2007 e se aproximar também de seu melhor amigo de 2009, Adam, um nerd que o ajuda com toda a parte científica de seu poder.
"Toquei com os lábios a orelha dela e sussurrei:
- Sou louco por você.
Eu praticamente pude ouvi-la sorrindo um pouco antes de nós dois cairmos no sono outra vez." - pág. 29
Além da morte da namorada, Jackson ainda lida com a distância do pai, que ele desconfia ter um segredo obscuro e a morte da irmã quando eles eram um pouco mais novos. E adicione a essa mistura o fato de que ele nunca conheceu a mãe, que morreu no parto.

O livro é bem focado no romance, a trama é movida pelo desejo do protagonista de voltar para sua amada e desvendar quem está tentando atingi-lo. Clichês? Tá cheio. Mas ainda sim o livro vale a pena pela ideia da autora, que inclusive foi comprada para adaptação cinematográfica, só que pelo jeito não foi levado adiante. 

Pra quem gosta de romances baratos, dá pra engolir um montão de diálogos diabéticos e sem necessidade, assim como algumas atitudes e cenas pouco importantes para a história. Entretanto isso me incomodou bastante, só deixando de me irritar quando focavam mais nas viagens do tempo e na operação Tempest da CIA. Não me levem a mal, eu amo um romance, vocês podem perceber isso pelos quotes que coloquei na resenha, o que me irrita, mesmo, são aquelas cenas desnecessárias para reafirmar algo que já está cravado na nossa mente: Eles se amam, é amor eterno, especial e blablabla.
"As pessoas sempre querem o que não podem ou não devem ter. Isso parecia suficiente para nos atrair como dois imãs. E eu sabia que não era só eu que gravitava em torno dela. A recíproca era verdadeira." - pág. 43
A autora vai intercalando entre uma ótima escrita e organização de ideias para uma pressa de preencher páginas. Mas como disse anteriormente, vale a leitura e eu recomendo. Particularmente, pirei nas possibilidades infinitas de dar meio saltos, como no livro mesmo destacam, alguns (foque para "alguns") viajantes não sentem tanto a morte de seus queridos porque podem voltar e vê-los sempre que quiserem. Outra coisa mencionada no livro é a possibilidade de Universos Paralelos, isso foi o suficiente para estourar os meus miolos, já que penso nisso praticamente todos os dias.

Eu já fiz uma listinha mental de todos os momentos que eu iria visitar. Se você pudesse revisitar um momento da sua vida? Qual seria?

27/08/15

Hashtag McWhopperProposal


Resolvi falar sobre essa audaciosa jogada de marketing hoje aqui no blog, por dois motivos: primeiro porque foi inacreditável, segundo porque quero introduzir mais sobre minha futura profissão aqui. Comecei com posts sobre a faculdade que, aliás, preciso continuar, mas agora queria comentar com vocês sobre essa propaganda:

Se por um acaso você esteve em Marte, ou se você está em exílio tecnológico e não viu a proposta do Burger King para o Mc Donald’s, ontem, então aqui vai uma pequena explicação: O BK postou um videozinho bem animado propondo ao Mc Donald’s que, no Dia da Paz, eles unissem forças, deixando a rivalidade de lado, como exemplo e montassem o lanche McWhopper para vender no dia 21 de setembro, em Atlanta. A campanha incluiu 7 agências da marca pelo mundo: Y&R in New Zealand, Code & Theory, Alison Brod Public Relations, The David Agency, Rock Orange, Turner Duckworth and Horizon.



Minha primeira visão da coisa toda era que tava tudo planejado e que o Mc daria uma resposta de acordo, em breve, com um vídeo da sua parte da campanha. Fiquei, como espectadora, bem ansiosa para a resposta. Mas quando o CEO se pronunciou no Facebook com esta mensagem, eu fiquei decepcionada: 
“Caro Burger King,
Inspiração para uma boa causa ... ótima idéia.
Nós amamos a intenção, mas acho que as nossas duas marcas podiam fazer algo maior para fazer a diferença.
Comprometemo-nos a aumentar a conscientização em todo o mundo, talvez você se junte a nós em um significativo esforço global?
E todos os dias, vamos reconhecer que entre nós há simplesmente uma competição de negócio amigável e certamente nãohá circunstâncias da verdadeira dor e sofrimento da guerra.
Manteremos contato.
-Steve, CEO da Mc’Donalds
OBS: Um simples telefonema pode funcionar na próxima vez.”
No mesmo momento fui ao twitter expressar meu desapontamento. Nada era planejado, Mc Donald’s não aceitou a proposta e deixou milhões de clientes revoltados. Neste momento eu estava do lado da massa e não pensei, em nenhum momento, como uma publicitária. Depois, com mais calma, percebi o quanto o Burger King fez uma tacada esperta, mas trapaceira. O Mc não tinha para onde correr, ou ele aceitava e ficava como segundo plano em uma ideia do BK ou ele recusava e causava a revolta. Na minha opinião, seria mais fácil aceitar e alegrar os clientes com uma mescla dos melhores lanches dos dois, mas hoje, na aula de Técnicas de Publicidade, meu professor apontou um ponto interessante nessa sinuca de bico: Recusando a proposta o buxixo sobre o assunto levaria alguns dias, mas logo sumiria. Aceitando, isso seria levado até um pouco depois do dia 21 de Setembro, ou seja, um mês de submissão ao BK pela frente. 

Em um dos artigos publicitários que andei lendo sobre o assunto, algumas das agências envolvidas são cogitadas a perder a conta do Burger King, pelo fiasco da coisa toda, mas podem ser apenas boatos do mundo mesquinho da propaganda, porque depois que analisei melhor esse estardalhaço, vejo que o Burger King só saiu ganhando. Conseguiu manipular todos os “telespectadores” para o seu lado e saiu como vitorioso de qualquer jeito. Foi guerra pesada e suja. Esperta, mas suja. 

Espertos, também, foram o Refrigerantes Esportivo  e o Giraffas, ambos utilizaram o #McWhopperProposal para sua própria publicidade. Saca só: 

Não se preocupe com hambúrgueres. Pensamos em coxinhas com massa de pastel. ‪#‎EssaUniãoValeaPena‬
Burger King Brasil: BKBrutus ou GiraWhopper? ‪#‎PeaceDay‬
É claro que todo mundo ficou com água na boca só de imaginar, até eu que não como esses lanches desde o começo do ano fiquei com vontade, então se você ficou curioso pra saber qual seria o resultado da mistura dos dois lanches, esses caras aqui testaram e segundo eles o gosto não foi lá muito bom, sendo o Whopper o predominante, já que ele é maior. Mais uma vez ponto pro BK. Eles também aconselham que não vale nem a pena tentar em casa, mas se quiser, eles dão a receita no post.

O resultado
“É como quando duas pessoas em seus 30 anos se casam. Ambos têm um monte de coisas, então você tem que decidir o que é mantido e o que é jogado quando eles vão morar juntos. Então, o que sobrevive ao casamento Big Mac-Whopper?”

Pessoal dessa globosfera linda do meu coração. Qual a opinião de vocês sobre o assunto? E gostaram desse tipo de post? Diz aí.